Mostrando postagens com marcador Diego Rivera. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Diego Rivera. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 27 de julho de 2012

A Casa Azul agora pode ser visitada virtualmente!

Frida y Diego

Eu tenho uma alma mexicana. É algo inexplicável, mas eu simplesmente amo o México como se fosse minha própria pátria. Este amor vai além, ama o país e ama sua gente, sua arte, sua cultura.

É por isso que Frida Kahlo sempre foi alguém importante na minha vida. Foi uma definidora de personalidade, de estilo. Por amá-la tanto, estou sempre atrás de alguma informação nova, alguma foto, algo que me diga mais sobre ela.

Visitar sua casa quando estive no México em 2001 foi um marco na minha vida. Talvez um dos momentos mais importantes. Ver suas coisas, as almofadas que bordou, a cozinha na qual fazia refeições para ela e Diego, o significado do lugar no qual passou praticamente toda a sua vida e consequentemente todos os momentos importantes dela era para mim como entrar em um santuário. 



Descrever a Casa Azul não é fácil. São tantos pequenos detalhes, tantas surpresas, que fica difícil lembrar de cada uma delas. Agora essa tarefa se faz mais fácil. O Museo Frida Kahlo disponibiliza no seu site uma visita virtual da Casa Azul, com vista de 360° de vários cômodos.

Para quem nunca teve a chance de estar lá ao vivo, esta é uma maneira de conhecer esta casa maravilhosa e, por quê não?, realizar o sonho de estar onde Frida viveu.


Clique no link do Museo Frida Kahlo e você já cairá no site da visita virtual. Há um mapa no alto do lado direito da tela, mostrando os cômodos disponíveis para visitação.


Para ver outras imagens e detalhes, assista ao vídeo abaixo:



Para saber mais:

Se você quiser conhecer ao vivo, o endereço do Museo Frida Kahlo é:

Calle Londres, 247
Coyoacán
México.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Frida e Diego celebram a Independência Mexicana

No próximo dia 15 de setembro o presidente mexicano Felipe Calderón terá a honra de ser o homem que irá tocar o sino da Independência pela 200ª vez. Comemoraremos então 200 anos do desligamento de nosso México lindo e querido da sua colonizadora Espanha.

Para conhecer o processo de independência mexicana, clique aqui.

Para comemorar a Independência, as notas de 500 pesos trazem estampados os rostos de dois pintores que foram também ativistas políticos e que sempre lutaram para um mundo mais justo para o povo mexicano. Mesmo com toda a luta, talvez sejam mais conhecidos por sua conturbada história de amor: Frida Kahlo e Diego Rivera.





Nota comemorativa de 500 pesos mexicanos com Diego e Frida estampados.



O México é um país que merece comemorar todos os dias a sua independência. Sofre muito com políticos corruptos, com preconceito e principalmente com o fato de ter um vizinho tão rico como os Estados Unidos. Nada disso impede que seu povo seja amistoso, lutador, sorridente, amoroso e forte, incrívelmente forte. Viva México!

Aproveito para agradecer a um grande amigo que me mandou a imagem. É uma de minhas fontes mais seguras de informação mexicana e alguém muito importante na minha vida! Gi, muchísimas gracias, cariño!
'

terça-feira, 6 de julho de 2010

Fashion People: Frida Kahlo


Hoje Frida Kahlo completaria 103 anos se estivesse viva, mas ela se foi com apenas 47. Difícil falar sobre uma mulher tão fantástica e tão complexa.

Friducha, como era conhecida entre os mais íntimos, nunca foi uma menina comum. Filha de pai alemão e mãe mexicana, na adolescência criou o hábito de se vestir como homem. Usava trajes completos e parecia um menino no meio das irmãs. Estes trajes eram um hábito dos "Cachuchas", um grupo de amigos do qual Kahlo fazia parte e que mais tarde se tornariam grandes homens das Artes, Política e Ciências no México. Frida era a única integrante mulher. Ela não nasceu para ser uma pessoa comum. Nem mesmo a poliomielite da infância e um autocarro em seu caminho na adolescência foram capazes de pará-la.

Kahlo sofreu um acidente horrível em 1925, quando o autocarro em que estava quando voltava para casa depois da aula se chocou com um ônibus. Neste acidente uma barra de ferro atravessou seu corpo e quebrou sua coluna, fazendo com que ela sofresse as dores daquele dia por toda a sua vida. Esta barra também quebrou sua vida e fez com que ela começasse uma nova fase na qual a pintura seria a grande estrela, seu alívio, sua amiga e confidente.


Frida em sua cama com um dos muitos coletes de gesso que usou após uma das dezenas de operações que fez durante toda a sua vida. Ela costumava pintá-los e hoje eles são peças de museu.

Em casa, enquanto se recuperava lentamente do acidente, a menina espevitada procurava algo com que se distrair e começou a brincar com as tintas que seu pai, Guillermo Kahlo, fotógrafo de profissão, usava para retocar suas fotos. A brincadeira tomou proporções tão grandiosas que levou Frida a ser uma das pintoras mais cultuadas do mundo até hoje. Neste longo caminho ela se casou com Diego Rivera, grande muralista mexicano, quem ela tinha conhecido em 1922, quando este pintava um mural em sua escola. Diego (o elefante) foi o grande amor da pomba, como Frida ficou conhecida após se casarem em 1929. Estes apelidos foram dados por Guillermo Kahlo, pai de Frida e a imagem abaixo explica o por quê.


Frida e Diego. Foto do dia de seu casamento em 1929.

Conheceu também Pablo Picasso, que disse a Diego em uma conversa :"nem eu nem você jamais seremos capazes de pintar uma cabeça como o faz Frida". Frida amou Trotzky, amou Nickolas Muray... amou muita gente, pois tinha um coração enorme, no qual não cabia todo o amor que perambulava por seu corpo.

Frida amou seu México acima de tudo. Tinha orgulho de ser mexicana, tinha orgulho de carregar o sangue dos revolucionários nas veias e lutou sempre pelo bem de sua gente. Foi ativista política, bateu de frente com o presidente, assim como fazia com qualquer pessoa que se sentia no direito de podar o direito de expressão dos artistas de seu país.
Ela era uma cabeça pensante, inquieta, agitada. Criou maravilhas em seu universo, mundos completos e gigantescos, enquanto muitas vezes sua realidade se resumia a uma cama com um espelho no dossel, para que pudesse se ver e se pintar. Kahlo fez questão de cuidar de sua vida e seu marido, foi sempre independente e lutou até o fim. Suportou as dores na coluna, a dor dos filhos que não chegaram a nascer e até a mais insuportável que foi a de se separar de Diego em 1939. Em 1941 o casal retoma o relacionamento e após a morte de Frida em 1954, Diego dirá que ela foi a mulher que ele mais amou na vida.
O legado de Frida para a moda foi a excentricidade. Na verdade ela não se considerava excêntrica (e nem era a meu ver), mas suas roupas indígenas e suas jóias pré-colombianas lhe davam um poder magnético. Era impossível não se maravilhar com aquela profusão de cores, bordados, jóias e flores. Tudo aquilo podia ser chamado de orgulho mexicano. Frida não tinha vergonha de seu país nem de seu povo e fazia questão de mostrá-lo em sua imagem. Uma vez, quando criticada por Maria Félix, grande atriz mexicana e sucesso em Hollywood, Frida quebrou uma garrafa (provavelmente de tequila) na cabeça da atriz e disse que ela é que devia se envergonhar por renegar sua pátria.

Friducha é o retrato de uma pátria colorida, alegre, forte, lutadora, mescla de aztecas, maias e espanhóis. Talvez por isso toda a profusão de sentimentos dentro dela. Impossível defini-la. Ela não era uma mulher simples. Ela era o mundo. Ela era Frida.

Frida com suas jóias pré-colombianas de jade em sua sala, na Casa Azul.