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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Um pedaço do d'Orsay no Brasil

Os amantes das artes estão em polvorosa pois já chegaram ao Brasil as grandes obras que irão compor a exposição Impressionismo: Paris e Modernidade, que será apresentada  no Centro Cultural Banco do Brasil em duas grandes capitais brasileiras. As obras pertencem ao acervo do Museu d'Orsay, que fica de frente para o Louvre em Paris, separados apenas pelo Rio Sena, e abriga a maior coleção impressionista do mundo.

Jeunes filles au piano - Renoir

A ideia foi apresentar a cidade de Paris pelos olhos dos grandes artistas que viveram por lá e participaram dos movimentos impressionista e pós-impressionista, como Monet, Manet, Degas, Van Gogh, Cézanne e Renoir.


O tocador de pífaro - Manet

A exposição será dividida em seis módulos, três deles dedicados à cidade-luz: "Paris, a cidade moderna", "A vida urbana e seus autores" e "Paris é uma festa". Nestes módulos será possível acompanhar o crescimento e a agitação da vida na cidade, suas festas, construções, mercados e boulevards. 


Nos outros três módulos, a vontade de fugir da cidade para o campo: "Fugir da cidade", "Convite à viagem" e "A vida silenciosa". Aqui será possível ver obras que registram a vida mais tranquila, como a obra de Monet que vem logo abaixo e também a obra de Manet, logo acima, mostrando a volta para dentro de si, dedicada às leitura, à música e a vida familiar.

A oportunidade é única, pois estas obras não costumam atravessar o Atlântico para passear em terras tropicais. Aliás, o cuidado que exigem para que isso aconteça é gigantesco, desde caixas feitas especialmente para acomodar cada uma delas, como três aviões para transportá-las (no caso de um acidente aéreo, não se perde todo o acervo) e ainda um período de aclimatação. Serão 85 obras no total.

O lago das ninféias - Monet

Um sonho para quem nunca pôde conhecer Paris. Agora é possível conhecê-la pelos olhos dos maiores nomes da arte mundial.

Para saber mais:

A exposição começa em São Paulo (de 4/8 a 7/10) e segue para o Rio de Janeiro (22/10 a 13/1/2013), sempre nos Centros Culturais do Banco do Brasil.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O verão é azul...

Fui dar uma voltinha no Diamond Mall na última terça e as vitrines confirmaram o que as passarelas avisaram na última temporada de desfiles: o verão será azul!

Não há vitrine que não tenha uma peça de roupa ou acessório nesta cor, variando entre o Klein e o Anil. Sim, tem diferença!

O azul Klein foi criado pelo pintor francês Yves Klein. Inicialmente, seus trabalhos monocromáticos não privilegiavam uma única cor, mas a partir do final da década de 50, Yves passou a usar unicamente um azul intenso, que ele próprio criou e patenteou como  International Klein Blue (IKB, =PB29, =CI 77007).


Yves Klein - Monochrome bleu (1960)


Há alguns anos esta cor chegou com tudo nas passarelas internacionais e desde então, de tempos em tempos, ela retorna. Este é o caso do verão 2012!



Andrea Marques


O azul anil é uma tonalidade que se encontra entre o azul e o violeta. Foi batizada por Sir Isaac Newton quando este dividiu o espectro óptico e definiu sete cores a fim de criar uma relação entre elas e os planetas (A divisão do espectro visível é esta: Vermelho - Alaranjado - Amarelo - Verde - Azul - Anil - Violeta). A cor pode ser obtida somando-se o ciano, magenta e amarelo na impressão gráfica, mas sem a tinta preta.

Muitas pessoas nem sequer conseguem perceber a diferença entre o anil, o violeta e o azul puro.

A Animale investiu no azul anil...

Não importa a tonalidade do azul que você escolher, mas sim que ele te faça se sentir linda!

                            Cantão                                                                     Espaço Fashion

                   
                Patricia Motta                                                          Chouchou


Dica:


Se isto tudo é muito azul prá você, quebre o bloco de cor com acessórios contrastantes. Amarelos vibrantes e tons de coral criam sobreposições de cor muito interessantes. Se não quiser arriscar muito, tons de verde médio a escuro e roxos darão um tom interessante à roupa sem contrastar demais.



Algumas cores do verão 2012 da Santa Lolla


Espadrille de salto Arezzo


Agora é só combinar as cores!


Imagens: Fotosite e Divulgação

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Estudando anatomia na Capela Sistina

Pessoal,

eu sempre achei interessantes os estudos que grandes nomes das artes, como Leonardo Da Vinci e Michelângelo faziam sobre a anatomia humana. Quando estudei História da Arte, meu professor contou que Michelângelo era um escultor frustrado, que para não se afastar totalmente do seu gosto pelo estudo anatômico, realizou pinturas muito realistas em locais como a Capela Sistina.

Hoje, olhando o site Terra.com.br, encontrei uma matéria informando que pesquisadores da Universidade de Medicina John Hopkins afirmam ter descoberto em uma imagem de Deus na Capela Sistina desenhos secretos de parte do cérebro, medula e nervos óticos realizados pelo grande artista. Achei tão bacana que reproduzo aqui a matéria da redação do site.

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Descoberta mensagem secreta de Michelangelo na capela Sistina

Pesquisadores da Universidade de Medicina John Hopkins, nos Estados Unidos, afirmam ter descoberto desenhos secretos de uma parte do cérebro, da medula e dos nervos óticos nas pinturas da capela Sistina, no Vaticano. Segundo os pesquisadores, Michelangelo escondeu os desenhos em uma das representações de Deus enquanto pintava a capela entre 1508 e 1512. As informações são da Scientific American.
Segundo pesquisadores, no pescoço de Deus, representado no painel "Separação da luz da escuridão", pode ser visto precisamente o pedúnculo cerebral. Foto: Getty Images

De acordo com os pesquisadores, Michelangelo além de pintor, escultor e arquiteto era também um anatomista - um segredo que ele ocultou destruindo a maior parte dos seus esquemas e notas. Contudo, 500 anos depois, os cientistas descobriram ilustrações anatômicas escondidas nas pinturas da capela, um segredo que não foi percebido pelo papa Júlio II, nem diversos religiosos, historiadores e admiradores.
Não é a primeira vez que são encontrados desenhos secretos na famosa capela. Em 1990, o físico Frank Meshberger publicou um artigo no qual descrevia que a cena "Deus cria Adão", no painel central, continha a perfeita ilustração de um cérebro humano. Na época, ele sugeriu que Michelangelo afirmava que Deus dotava Adão não apenas com vida, mas também com a suprema inteligência humana.



Os cientistas afirmam ter reconhecido, no mesmo painel, a medula humana e os nervos óticos escondidos na representação do corpo de Deus Foto: Getty Images

Contudo, agora os pesquisadores Ian Suk e Rafael Tamargo, da John Hopkins, encontraram no painel "Separação da luz da escuridão" desenhos precisos da medula humana, do pedúnculo cerebral e de nervos óticos.

Segundo a reportagem, críticos de arte sempre se perguntaram o motivo de a iluminação do pescoço de Deus neste painel ser diferente das demais pinturas. Segundo os pesquisadores, não foi um engano do pintor, e sim uma mensagem escondida. Os dois afirmam que as linhas do pescoço traçam precisamente um cérebro humano visto por baixo.


A capela Sistina foi pintada entre 1508 e 1512, no Vaticano. Foto: Getty Images
Na roupa do dorso de Deus vista na imagem, os cientistas reconheceram a medula humana, que ascende ao pedúnculo cerebral. Na cintura, a roupa se dobra de maneira estranha. Segundo os pesquisadores, ali podem ser vistos dois nervos óticos de dois olhos, exatamente como Leonardo Da Vinci registrou em um ilustração de 1487. Os dois artistas eram contemporâneos e familiares do trabalho um do outro.
Segundo Ian Suk (esq.) e Rafael Tamargo, da Universidade de Medicina John Hopkins, nos Estados Unidos, a representação dos nervos óticos foi feita exatamente como Leonardo Da Vinci registrou em um ilustração de 1487. Os dois artistas eram contemporâneos e familiares do trabalho um do outro. Foto: Getty Images


Retirado de Terra.com.br