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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

As mulheres que povoam a coleção do Centro Pompidou de Paris estão em Belo Horizonte



As grandes mulheres que povoam o mundo das artes e que revolucionam o universo feminino com suas obras podem ser vistas até outubro em Belo Horizonte. O CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil - inaugurado na semana passada na capital mineira, no antigo prédio da Secretaria de  Segurança e Assistência Pública, traz para a sua abertura algumas das principais obras realizadas por mulheres do mundo inteiro e que fazem parte do acervo do Centro Pompidou de Paris. A mostra foi entitulada "Elles: Mulheres Artistas na Coleção do Centro Pompidou".

Entre estas grandes mulheres estão a cultuada pintora mexicana Frida Kahlo, que causou verdadeiro furor entre a própria equipe do Centro Cultural, quando chegou. Da artista podemos ver o delicado "The Frame", ou "Porta-retrato", uma tela pequena no tamanho (pouco maior que um palmo), como a maioria das telas de Frida, mas enorme em importância. Esta foi a primeira obra de um artista mexicano adquirida pelo Louvre de Paris. 


The Frame - Frida Kahlo


A tela em questão recebeu o nome de Porta-retrato por ter sido pintada em 2D. Frida pintou seu auto-retrato em uma tela de alumínio (que confere brilho à obra) e depois a emoldurou como um porta-retrato. Os pássaros e as flores que podemos ver foram pintados sobre o vidro, criando o efeito.

Também vamos encontrar várias artistas dos séculos 20 e 21, como Aurélie Nemours, Sonia Andrade, Anna Maria Maiolino, Lygia Clark, Sonia Delaunay... São fotografias, instalações, pinturas, esculturas e vídeos, todos mostrando a visão de mundo da mulher contemporânea. Temáticas como arte, sociedade, sexualidade, feminismo e modernismo são tratadas de forma viva e sem pudor, convidando o expectador a dar um mergulho na mente feminina.


Sem título n°4, da série Manequins - Valérie Belin

O caranguejo - Lygia Clark 

O edifício em que se encontra o CCBB também é uma obra de arte. Vale a pena programar uma tarde para passear por ali, ver as obras, ler um livro no pátio interno incrível que o edifício esconde de quem passa pela rua, e ainda ver o fim do dia chegar, para ver o ascender das luzes e admirar a beleza do vitral que representa a justiça iluminando todo o pátio. É deslumbrante e imperdível!

O prédio, antiga secretaria de Segurança e Assistência Pública de Belo Horizonte, localizado na Praça da Liberdade, foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA).


Para saber mais:

A exposição "Elles: mulheres artistas na coleção do Centro Pompidou" já se encontra aberta ao público e estará em BH até o dia 21 de outubro de 2013.

Visitação: de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h. (Fechado às terças)

Local: CCBB- Centro Cultural Banco do Brasil - Praça da Liberdade

Acesso para deficientes físicos (rampas, elevadores e banheiros adaptados)

Entrada gratuita.



terça-feira, 30 de outubro de 2012

Frida Kahlo e seus míticos vestidos - A Exposição


Cartaz da Exposição 


Se há uma mulher no mundo da arte capaz de causar verdadeiro frisson no público esta é Frida Kahlo. Mesmo muitos anos após sua morte, este mito segue sendo uma das artistas femininas de maior êxito no mundo. Causa verdadeira comoção qualquer nova notícia, livro ou exposição que traga um pouco mais de informação sobre ela.

É o que tem acontecido nos últimos dois meses: desde que foi anunciada a exposição de seus vestidos (vários deles retratados em suas pinturas) o mundo inteiro enlouqueceu atrás de mais notícias. Aqui eu conto um pouco do que acompanhei sobre Frida, seus vestidos e Diego no decorrer dos últimos anos. 





Há pouco tempo atrás tivemos a notícia de que os vestidos tão famosos de Frida, principalmente o que se vê na capa da Vogue abaixo, creio o mais enigmático de todos, haviam sido descobertos. Ficaram por anos escondidos de todos por ordem expressa de Diego. 

Após o falecimento de Frida, Diego guardou tudo o que dizia respeito a ela - fotos, roupas, objetos pessoais - em um banheiro, alguns baús e guarda-roupas espalhados pela própria Casa Azul, a casa em que viveram. Todas as peças que ela usava estavam lá: vestidos, rebozos, blusas, saias, meias, anáguas, camisas, calças, corsés e até trajes de banho. A ordem de Diego foi para que tudo permanecesse escondido por quinze anos e só então as peças poderiam ser mostradas ao mundo. Seu intuito era o de proteger a intimidade de Frida e a sua própria, até que nada daquilo pudesse gerar alguma ofensa ou tristeza a quem quer que fosse (caso de fotos, cartas, documentos, diários, obras e outros artigos que pudessem causar certo desconforto a pessoas próximas). Após estes 15 anos já seriam apenas História. As chaves dos quartos e baús foram confiadas a Dolores Olmedo, amiga de Diego e Frida, que por sua própria conta decidiu guardar tudo por 50 anos, e recentemente, mais precisamente em 2004, após a descoberta de todo o conteúdo, revelou todo o legado da artista. Chegou então a hora de dividi-lo com o grande público. 

O primeiro "filho" da descoberta foi o livro Frida Kahlo  - Suas Fotos, que conta com a organização de Pablo Ortiz Monasterio. Nele é possível ver fotos de família, de sua Casa Azul, amigos, suas dores e amores. Imperdível para quem quer saber mais sobre esta mulher magnífica!




Agora é a vez de o Museo Frida Kahlo, em parceria com a Vogue México e alguns patrocinadores de peso apresentarem a partir do dia 22 de novembro deste ano a exposição "Las Apariencias Engañan: Los Vestidos de Frida Kahlo". A exposição acontecerá no Museu de Frida, que é na verdade a Casa Azul, a mesma em que ela nasceu, cresceu e morreu, em Coyoacán, na Cidade do México. O mais impressionante é pensar que tudo isto estava guardado lá por anos e ninguém sabia! Eu mesma passei por estes baús e armários e não imaginava que estivessem recheados com este tesouro!





A Vogue México lança também neste mês de novembro uma edição especial sobre Frida e a exposição de seus vestidos. Será um encarte especial da edição de novembro, na qual experts, curadores, artistas contemporâneos, historiadores e escritores tentam desvendar quem era essa mulher que tanto seduz pessoas ao redor do mundo.



O que mais me faz sorrir nesta edição é a escolha da capa. Muita gente diz por aí que "Frida deve estar se remexendo no túmulo por ser capa da Vogue".  Bom, não seria a primeira vez que ela aparece nesta publicação. 

A história que conheço é a de que  a foto usada para este especial é na verdade a capa original de uma edição de 1938 da Vogue US. Nela era apresentada ao mundo a mexicana que vinha revolucionando o mundo da arte. A imagem é de Nickolas Muray e foi feita para comemorar a primeira exposição individual de Frida nos Estados Unidos, que aconteceu na galeria de Julien Levy em NY, durante outubro e novembro do mesmo ano. Muito se diz sobre uma tal edição da Vogue Paris de outubro de 1937 da qual ela teria sido capa com esta imagem, mas a foto só foi tirada em 1938, como se pode ver neste link. A história da foto é verdadeira. Ela foi feita durante a época de sua exposição nos Estados Unidos. Só tenho minhas duvidas quanto a ela ter sido realmente capa da publicação.

Sobre esta edição de Paris, muito se diz e pouco se sabe. Não encontrei em sua biografia nenhuma afirmação de que ela tenha sido capa da revista. Encontrei, por outro lado, uma carta de Frida a Nickolas Muray, autor da foto acima, sobre suas impressões dos franceses e garanto, não foram as melhores. 

O site do Museu Frida Kahlo diz que sim, foi publicada uma imagem de Frida na revista (o mesmo se diz em sua biografia), captada por Toni Frissell, mas não dizem ser esta, tampouco dizem ter sido capa. Fica então mais uma história sobre a pintora.

Para terminar, quem quiser entrar no clima mexicano e celebrar esta grande artista, é só copiar os famosos penteados cheios de flores de Frida Kahlo com o tutorial abaixo! 

Divirtam-se!



Para saber mais:

Exposición "Las Apariencias Engañan: Los Vestidos de Frida Kahlo"

Abertura: 22 de novembro de 2012

Museo Frida Kahlo
Calle Londres, 247 
Del Carmen, Coyoacán
Ciudad de México, D.F., México
01 55 5554 5999

Terças: de 11h às 17h45
Quarta a domingo: de 10h às 17h45



sexta-feira, 25 de maio de 2012

A maior exposição de telas de Caravaggio começa em BH!

Começou na última terça e durará até dia 17 de julho a exposição Caravaggio e seus Seguidores na Casa Fiat de Cultura. 

Esta é a maior exposição já realizada na América do Sul sobre o pintor barroco. Nesta mostra poderão ser vistas sete pinturas de Caravaggio, além de outras 14 de outros grandes nomes das artes que seguiram seus passos, como Orazio Gentileschi, Mattia Preti, Jusepe de Ribera e Giovanni Baglione.

Entre as obras que estarão na cidade, talvez a mais conhecida do grande público seja a  Medusa Murtola ou Scudo con testa di Medusa, abaixo.


 Medusa Murtola ou Scudo con testa di Medusa

Para saber mais sobre esta imperdível exposição, veja o vídeo abaixo:


E para saber mais sobre o artista, a BBC de Londres apresentou há alguns anos um especial de uma hora sobre sua vida e sua obra. Muito bem feito e muito interessante. Vale a pena ver!


Não percam esta oportunidade única!


Para saber mais:


Casa Fiat de Cultura

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Sonho de consumo: Carrés Hermès


Carré da coleção Hermès for Colette
Le Carré Hermès Book : 84 euros

Começa hoje a exposição de carrés Hermès na cultuada loja Colette de Paris, que também venderá uma edição limitada chamada Hermès for Colette, dos cultuados lenços da Maison francesa. Este projeto surgiu quando o diretor artístico de silk da Maison, Bali Barret, teve a idéia de documentar o fervor ao redor do mítico lenço de seda. A partir da idéia, ele saiu mundo afora com uma equipe top fotografando pessoas e a maneira como usam seus carrés. As fotos podem ser vistas no site http://www.jaimemoncarre.com/ .


Carré da coleção especialmente feita para a Colette...

... e um detalhe do mesmo.
Brides de Gala: 280 euros

Com certeza todo mundo já ouviu falar nestes famosos lenços, mas talvez não saibam o por quê de eles serem tão especiais. Além de terem sido usados de formas totalmente inusitadas por grandes personalidades do mundo das artes ao longo de décadas (como o fez Grace Kelly ao usar o seu como tipóia para um braço quebrado ou enfeitando um chapéu de Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo), a produção destes lenços os torna um artigo perfeito e de qualidade inquestionável. Para que vocês entendam perfeitamente o que estou falando, vou explicar o processo:


  • Cada carré demora dois anos para ser criado e mede 90 cm e pesa 65g;

  • O processo começa aqui mesmo, no Brasil, onde a seda é fiada dos casulos tecidos pelas larvas de 250 bichos-da-seda;

  • Esta seda fiada é enviada para Lyon, na França, onde todos os estilistas são informados sobre qual será o tema da coleção;

  • Em seguida, mais de cinquenta artistas criam os modelos para os dez lenços (isso mesmo... 10!) a serem produzidos para aquela estação;

  • Após os muitos meses necessários para criar os modelos, uma máquina de gravar fará uma serigrafia para cada cor diferente que aparecerá em cada lenço. Se houver trinta cores em um lenço, ele deve criar trinta serigrafias diferentes;

  • Em seguida, há um processo intenso de coloração, uma vez que um comitê inteiro votará nas matizes e tons, antes de o modelo ser finalmente enviado à fábrica onde o trabalho pesado começa.

  • Entra aqui uma curiosidade: os lenços são amarrados de várias formas para ver se ainda ficam bonitos. Se na amarração as tonalidades não combinarem, o modelo é excluído e o processo recomeça.

  • Há um processo de impressão vertiginoso;

  • em seguida, um banho luxuoso de vapor para tornar os lenços extraordinariamente macios, e, então, duas mulheres examinam cuidadosamente cada centímetro da seda à procura de qualquer defeito;

  • Por último, os quadrados são cortados e as costureiras os debruam à mão, até serem enviados para as mulheres no mundo todo.
     Fonte: As 100+ (Nina Garcia)

Depois de toda esta explicação fica fácil entender o por quê do preço elevado e mais fácil entender por quê vale o que é cobrado. É um ótimo exemplo da frase do dia, postada hoje mais cedo, não acham?

Estes lenços são cobiçados e passados como herança na família de mães para filhas e de geração a geração. Sorte daquelas que herdarão um. Para as que não, quando tiverem a chance de adquirir um desses não a percam, ou se arrependerão para sempre!

Para saber mais:


Colette Paris 
(e o link direto da exposição é o http://www.colette.fr/#/page/5267/hermes/  )

J'aime mon carré (aprenda muitas formas de amarrá-lo e veja fotos do projeto)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Grace Kelly: Revivendo o sonho


Grace Kelly

O museu Victoria & Albert de Londres revive o sonho de princesa de Grace Kelly. Já foi inaugurada a exposição "Grace Kelly: Ícone de Estilo" que apresenta ao público a vida da atriz hollywoodiana ao longo da história, até se tornar princesa do Principado de Mônaco e ficará aberta até 26 de setembro.

Poderão ser vistos os seus vestidos mais famosos, como os usados nos filmes de Hitchcock ou o da premiação do Oscar em 1954 ao receber a estatueta de Melhor Atriz e também seu vestido de noiva; o colar de pérolas e diamantes que selou seu compromisso com Rainier de Mônaco e a icônica bolsa Kelly, da Hermès, rebatizada em homenagem à princesa.


Bolsa Kelly da Maison Hermès


Grace Kelly e o conjunto de jóias Van Cleef & Arpels oferecido por seu noivo Rainier


O anel de noivado feito de diamantes e platina


O vestido de noiva foi oferecido pelo estúdio MGM e desenhado por Helen Rose. Foi usado há 54 anos atrás, em 19 de abril de 1956 no casamento da princesa.


Grace Kelly e suas damas de honra

Uma curiosidade sobre a vida da atriz

Em 1955, Grace filmou Ladrão de Casaca, em que comparte cena com Cary Grant. Neste filme ela aparece dirigindo um carro em uma estrada de Mônaco, a mesma em que viria a falecer em 14 de setembro de 1982. Sua morte é cercada de mistérios e até hoje não se sabe se quem dirigia era mesmo Grace ou sua filha Stephanie, na época menor de idade. Um mistério, como uma boa trama de Hollywood.


Para saber mais:

Fotos sobre o casamento de Grace Kelly e Rainier de Mônaco

Vídeo sobre a exposição

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Exposição Otto Stupakoff

Será inaugurada amanhã a exposição Otto Stupakoff no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia de Belo Horizonte. Esta exposição comemora o não-fechamento do Instituto Moreira Salles, uma vez que o Unibanco deixou de apoiá-lo e este passou para as mãos do Governo de Minas Gerais.

A exposição tem o apoio da Secretaria de Cultura de Minas Gerais, da Fundação Clóvis Salgado e do Instituto Moreira Salles.

Abertura: 13 de janeiro de 2010, das 19h às 22h.

Exposição: de 14 de janeiro a 21 de março de 2010.
Terça a domingo: das 12h às 19h.
Quintas: das 12h às 21h.

Centro de Arte Contemporânea e Fotografia
Av. Afonso Pena, 737 -BH / MG
Inf: (31) 3236-7400